Todo e qualquer objeto existente no mundo porque há uma definição para se existir, uma folha de papel existe porque precisamos dele para descrever algo, sem ele pode-se ter outros métodos de escrita, mas os outros métodos podem não ser tão eficientes para tal. O papel é criação humana, que em seu raciocínio concretizou-o através das suas necessidades.
Agora podemos concluir através dessa mesma linha lógica de raciocínio, imaginando uma árvore. Necessitamos das árvores para transformar o gás carbônico em oxigênio, sem oxigênio não há existência do ser humano. As árvores não foram criadas pelo ser humano que sentiu a necessidade de oxigênio, porque se não há oxigênio, não há ser humano. Portanto o ser humano inexiste a partir do momento da conclusão de que as coisas e todos os objetos do mundo através de suas próprias necessidades e essência.
O fato de que existe para todo objeto um princípio básico da necessidade, ou seja, diante da necessidade há a criação dos objetos, podemos definir que o presente é mutável, que desencadeia fatos futuros dependente das ações tomadas, assim conseqüentemente o passado onde há a essência ou o começo das coisas, não pode ser alterado, pode apenas ser conhecida.
O homem é livre, portanto é responsável pelo passado, presente e futuro, pelos seus atos e escolhas, através de sua consciência define o que lhe aparentemente é bom, determinando o sentido da sua própria vida, não podendo responsabilizar a ordem divina a justificar sua incapacidade de arcar com os seus erros de sua essência. Podemos então determinar que nem Deus e nem a natureza pode nos definir. O que somos, e o que seremos ou nossa conduta, tudo é responsabilidade das decisões individuais do ser humano diante de suas necessidades. Nossos valores morais precedem das ações tomadas e acabam por limitar nossa própria liberdade.
O poder da escolha está nas mãos de cada ser humano, independente do criador que já forneceu os subsídios para a existência do ser humano. Através das suas próprias limitações, o ser humano possui a liberdade de ser e fazer, de criar situações e objetos, de escolher, impor, concordar e discordar. A liberdade é um sorteio de que não podemos jamais escapar.
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